sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO!!

De repente, num instante fugaz, os fogos de artifício anunciam que o ano novo está presente e o ano velho ficou para trás.
De repente, num instante fugaz, as taças de champagne se cruzam e o vinho francês borbulhante anuncia que o ano velho se foi e ano novo chegou.
De repente, os olhos se cruzam, as mãos se entrelaçam e os seres humanos, num abraço caloroso, num so pensamento, exprimem um só desejo e uma só aspiração:
PAZ E AMOR.
De repente, não importa a nação, não importa a língua, não importa a cor, não importa a origem, porque todos são humanos e descendentes de um só Pai, os homens lembram-se apenas de um só verbo:
AMAR.
De repente, sem mágoa, sem rancor, sem ódio, os homens cantam uma só canção, um só hino, o hino da liberdade.
De repente, os homens esquecem o passado, lembram-se do futuro venturoso, de como é bom viver.
De repente, os homens lembram-se da maior dádiva que têm:
A VIDA.
De repente, tudo se transforma e chega o ano radiante de esperança,
De repente, o grito de alegria, pelo novo ano que aparece.
FELIZ ANO NOVO!
HAPPY NEW YEAR

Feliz Ano Novo!

É o desejo de um autor desconhecido a todos.

É uma pena que depois desse instante fulgaz,
Dos fogos de artificio,
Das taças de champagne, do vinho francês.

Algumas horas depois,
É, depois quando a ressaca vier, a primeira dor de cabeça de um ANO NOVO!!
UHUU!
É então quando o ano novo começa,
PAZ E AMOR são esquecidos,
A nações entram em guerras,
As pessoas esquecem do proximo e puscam seus proprios interesses,
E principamente esquecem do PAI que os criou e os ama.
E AMAR,
É sinonimo de mágoa, rancor, ódio.
E lembram do passado, esquecem do futuro,
E o homem fará tudo em prou de sua propria
VIDA.
É!!
FELIZ ANO NOVO!
HAPPY NEW YEAR

E VOCÊ?
Vai ter esperança, paz e amor só hoje, dia 31 de dezembro até o fim da festa ou vai lutar por isso o proximo ano todo?

Feliz Ano Novo
Glückliches Neues Jahr
Nytar
Feliz Año Nuevo
Felicigan Novan Jaron
Heureuse Nouvelle Année
Feliz Aninovo
Shaná Tová
Happy New Year
Felice Nuovo Anno
Akemashite Omedetou Gozaimasu
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Independete de quem for e de onde for.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Livros, infância e outras cositas mais

Interessante as coisas que podemos encontrar dentro de livros. Rosas, papeis de bombom, folhas secas, notas de rodapé feito a caneta, dizeres, poemas, versos, desenhos, até as coisas mais inusitadas: insetos mortos, e as mais imperceptíveis: manchas de lagrimas.

Isso acontece quando freqüentamos assiduamente sebos. Não só porque encontramos livros mais baratos (e ai irmão, faz três por dez?). Mas também porque é – como pique esconde para as crianças ou caça palavras para os mais velhos – onde podemos nos divertir procurando aquilo que não sabemos certo que podemos achar as maiores maravilhas da literatura. Sendo velhos ou novos, clássicos ou desconhecidos, sempre podemos achar ouro em garimpo. Onde mais poderia encontra um exemplar de “Deus Lhe Pague” de Joracy Camargo (edição 24ª, 1965) ou “Capitães de Areia” de Jorge Amado (edição 24ª, 1968) com uma bela dedicatória. “Do amigo Baiano Meneses, Rio, verão de 1968”.

Por isso insisto no valor dos livros antigos, aqueles usados, que Deus sabe por que mãos já passaram. São relíquias, como velhos homens sábios que ainda tem muito a nos ensinas. Seja através da historia contada NO livro, seja as historias contadas PELO livro. As juras de amor que podemos encontrar, os exemplos de laços de amizade, os lugares por onde sonhamos em ir um dia – España, verano de 1975 – ate mesmo uma lição de como conservar um livro. E não falo daqueles danificados, esculhambados e feitos em pedaços, arrasados mais por seus antigos donos que pelo tempo. Esses coitados, ficam lá nas prateleiras de R$1,00 relegados ao esquecimento como exemplos de mau uso. Já vi muitos desses, me dão pena.

Mas vamos aos finalmentes! Hoje dia das crianças abri um dos meus livros novos, novo de posse é claro. E encontrei um conto “Escola Edvaldo Brandão Correia – Salvador, 06 de junho de 2010, 3ªM18. Redação”. “Assassinaram a Infância” dizia o titulo. Conveniente não é? Segundo a professora (ou professor) ele mereceu nota máxima 5,0 e uma bela exclamação, “Adorei!”, o começo é um pouco fraquinho, o final é ótimo. Como gostei muito seguirei abaixo com uma transcrição da mesma. Preservarei a aluna (autora), mas caso a mesma reclame a autoria favor entrar em contato.

Assassinaram a infância

Outro dia estava numa lan house e, enquanto esperava a vez, notei um menino que devia ter seus sete anos, fisicamente normal como qualquer criança de sua idade, porem, a empolgação dele me chamou a atenção. Estava jogando um tal de RPG, em que o homicídio é o foco de um jogo prospero e que, ainda não entendi como, virou febre entre os jovenzinhos.

A cada jato de sangue na tela, o garoto soltava um ruído de excitação, sem tirar por um segundo sequer aqueles olhos maníacos da tela.

- Matou quantos hoje véi? Perguntou outro garoto ao lado.

- Pó véi, acho que uns mil.

- Uau, cê ta no speed hoje pivete!

Speed? Meus Deus, isso é uma criança? Fui até lá.

- E ai, vocês não deveriam estar na rua brincando de carniça, pique bandeira ou coisa do tipo?

- Pô tia, a copa nem começou ainda. E tipo, ta e chamando de urubu?

Depois dessa me virei e sai.

Em que infância nós estamos? Desculpe, não estamos, assassinaram-na primeiro. Um ser de sete anos não sabe o que é carniça. Ou eu estou velha demais ou essas crianças estão sofrendo algum estranho tipo de lavagem cerebral cada vez mais rápido. Ou speed.

Antigamente, eu e todas as crianças do mundo suplicávamos aos pais para ficarem brincando de pique esconde, amarelinha, policia e ladrão ou qualquer coisa do tipo na rua.,agora as crianças só vivem em frente à TV ou vídeo-game. Pior, jogando a carnificina explícita.

Chega a ser assustador e preocupante ver a infância cheia de jogos educativos e sociais e as conversas inteiramente ingênuas sendo esquecidas e dando lugar a tanta cultura inútil que aliena e faz perder aquela relação social que tínhamos, trazendo a violência e outros pensamentos e ações tão adultos, mesmo que inconscientes, à cabeça dessas pobres crianças.

Cheguei em casa e o que encontro? Mais um alienado por esses joguinhos sanguinários na ativa. Na hora, fui tomada por um espírito revolucionário!

Fui a TV, aquele botãozinho vermelho me chamando, não iria deixa isso barato. Apertei.

- o que cê tá fazendo?! Não tinha terminado o jogo ainda. Surpreendeu-se meu alienado irmão.

- cala a boca e vamos lá para fora. Tinha que mostrar o lado bom da infância para ele urgentemente. Ele precisava disso. Eu também.

- Para quê? Não tem nada lá.

- Vou te dar uma dose de cultura. Chegou a hora do tudo ou nada.