sexta-feira, 18 de outubro de 2013

La Marioneta - Gabriel García Márquez

Si por un instante Dios se olvidara
de que soy una marioneta de trapo
y me regalara un trozo de vida,
posiblemente no diría todo lo que pienso,
pero en definitiva pensaría todo lo que digo.

Daría valor a las cosas, no por lo que valen,
sino por lo que significan.
Dormiría poco, soñaría más,
entiendo que por cada minuto que cerramos los ojos,
perdemos sesenta segundos de luz.

Andaría cuando los demás se detienen,
Despertaría cuando los demás duermen.
Escucharía cuando los demás hablan,
y cómo disfrutaría de un buen helado de chocolate.

Si Dios me obsequiara un trozo de vida,
Vestiría sencillo, me tiraría de bruces al sol,
dejando descubierto, no solamente mi cuerpo sino mi alma.
Dios mío, si yo tuviera un corazón,
escribiría mi odio sobre hielo,
y esperaría a que saliera el sol.

Pintaría con un sueño de Van Gogh
sobre las estrellas un poema de Benedetti,
y una canción de Serrat sería la serenata
que les ofrecería a la luna.
Regaría con lágrimas las rosas,
para sentir el dolor de sus espinas,
y el encarnado beso de sus pétalo...
Dios mío, si yo tuviera un trozo de vida...

No dejaría pasar un solo día
sin decirle a la gente que quiero, que la quiero.
Convencería a cada mujer u hombre de que son mis favoritos
y viviría enamorado del amor.

A los hombres les probaría cuán equivocados están,
al pensar que dejan de enamorarse cuando envejecen,
sin saber que envejecen cuando dejan de enamorarse.
A un niño le daría alas,
pero le dejaría que él solo aprendiese a volar.

A los viejos les enseñaría que la muerte
no llega con la vejez sino con el olvido.
Tantas cosas he aprendido de ustedes, los hombres
He aprendido que todo el mundo quiere vivir en la cima de la montaña,
Sin saber que la verdadera felicidad está
en la forma de subir la escarpada.

He aprendido que cuando un recién nacido
aprieta con su pequeño puño,
por vez primera, el dedo de su padre,
lo tiene atrapado por siempre.

He aprendido que un hombre
sólo tiene derecho a mirar a otro hacia abajo,
cuando ha de ayudarle a levantarse.
Son tantas cosas las que he podido aprender de ustedes,
pero realmente de mucho no habrán de servir,
porque cuando me guarden dentro de esa maleta,
infelizmente me estaré muriendo.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Tempus Fugit



O Tempo...
Ninguém consegui pedir mais daquilo que já lhe é
de direito,
nem perde-lo,
nem ganha-lo,
O tempo foi feito para ser usado, bem ou mal,
Do jeito que quisermos.

E eu sempre retorno ao questionamento que uma vez Mario Peixoto levantou:
O Tempo passa +1, +1, +1 ou -1, -1, -1???
Eu continuo a me recusar em perde-lo de alguma forma.
O Tempo Voa.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Nota de rodapé


Fim do dia. Ele desliga o computador e antes mesmo que a tela negra apareça, pega sua mochila e sai. Não quer lembrar que teve um péssimo dia de trabalho e uma briga com a namorada. O caminho até a porta é o bastante para lembrar, mais feliz, que amanhã começa o feriadão, o que significa: esqueceu o guarda-chuva. Tá chovendo, saiu de casa tão sedo que não lhe ocorreu que poderia chover. "Não chore pelo leite derramado" ou "tá na chuva é pra se molhar" não são tão reconfortantes, mas é o melhor que lhe ocorreu; melhor que chingar o dito cujo que lhe deu uma cotovelada - não foi de proposito, o metrô está lotado não é? Podia ser pior, ele podia compartilhar com todos no metrô a sua playlist, como o cara do outro lado do vagão. Mas deixe a música pra lá! Se não tivesse esquecido de carregar o celular, não precisaria se preocupar com mais ninguém, ou talvez sim, tem um cara lá fora acenando: E melhor sair desse metrô, ele está com problema na elétrica, vai precisar esperar o próximo.
Pelo menos, nesse tem ar-condicionado e a trilha sonora ficou no outro carro. Um pouco mais de chuva, ok, garoa... Até que bonito, fotográfico. A luz do poste refletindo na árvore e a chuva fina. Chuva grossa. Melhor correr!
Não está tão ensopado assim, ânimo! Daqui a algumas horas, não! Daqui a algumas horas não! Já começou o feriadão!! A toalha ficou no quarto. Usar a de rosto ou molhar banheiro-corredor-quarto?
Já que está aí, vai faze o que voltando ao banheiro?
Não se veste e não enxuga o chão, está com pressa para se deitar.
Amanhã fará sol.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Imagens Inocentes


Não existem imagens inocentes, elas estão sempre querendo dizer algo, um "Olá, como vai?", "seja bem vindo", CUIDADO, ATENÇÃO... Sua linguagem é complexa, para ouvi-las temos que perguntar a nós mesmos o que ela quer dizer.
E o que as torna tão belas? É que cada um responde (siginfica) de sua maneira. Produzindo imagens de uma mesma imagem, todas sobreposta umas as outras, as mesmas porem diferentes.


Three and one chair

sábado, 20 de agosto de 2011

Estava passeando...

Estava passeando pela minha rua hoje, foi bom, ultimamente tenho passado por ela com tanta pressa ou mesmo com a cabeça em tantos outros lugares que não tinha percebido que cortaram a amendoeira do Seu Carlos e pintaram o muro do 314, provavelmente alguém se mudou para lá.

Como diria minha vó: “é bom esfregar os olhos e enxergar de novo as coisas, só pra enxergá-las melhor” e já que estava nesse momento de redescoberta da minha vizinhança fui a escadaria. Para chegar na minha casa há dois jeitos: Você pode subir a rua que tem um formato de caracol, provavelmente ela é assim pra facilitar a subida dos carros, se fosse em linha reta acho que ficaria muito íngreme, minha casa fica muito lá em cima, da para ver o Cristo, a Igreja da Penha e até o Aeroporto, dai ninguém que mora no topo, inclusive eu, sobre pela rua. O segundo jeito é seguir até a metade da rua e depois ir pela escadaria que tem só 186 degraus, é, eu contei. Quem não contaria? Quantas vezes eu subi por ela, as vezes até 4 vezes por dia, comprar o pão de manhã ( não da para tomar café sem pão não é?), escola, curso e buscar a chave de casa com minha irmã que desceu e esqueceu de me dar. Enfim, tive muitas oportunidades de contar (e recontar) os degraus que ela tem.

Voltando a escadaria, me encontrei lá sozinho, sentado com 12 anos. Aquilo não me surpreendeu, eu sempre sentava no segundo degrau, encostava as costas no ferro do corrimão e pensava, pensava por algum tempo, não sei bem por quanto tempo, acho que dessa ultima vez eu fiquei bastante tempo.
Sentei do meu lado.

Nunca fui de falar muito, então tive que puxa assunto:

Ontem eu comprei um livro de filosofia publicado na argentina em 1943, é o livro mais antigo que tenho, o nome é “Matéria y Memória” do Bergson. Como não foi publicado em português comprei esse mesmo.

Ele (ou eu) me olhou, ficou em duvida, mas eu já sabia que ele me responderia — Legal. Posso ver?

— Aqui. Ele olhou, começou pela capa e as costas, mas como não dizia nada e nem tinha figura alguma foi para a primeira folha. Sabia que gostaria das folhas amareladas! Folheou algumas e parou numa pagina, leu dois parágrafos e me devolveu.

— Ham... Eu queria ler quadrinhos, mas meu pai nunca quis comprar.

Nessa hora eu pensei em me dizer varias coisas, qual foi o nosso primeiro livro, como nós aprendemos a ler, ler de verdade sabe, com paixão, qual é nosso gênero preferido, o que nós seriamos quando crescer...

Não disse nada, eu sei que poderia causar algum lapso ou distorção temporal, vi isso em vários filmes (De Volta para o Futuro é um deles). Porque a pressa? Eu vou passar por isso tudo mesmo.

domingo, 26 de junho de 2011

Má Digestão

Uma breve conversa sobre cinema...

"Você é muito velho. Filme lento é muito chato. Antonioni... esses caras cult já passaram, hoje em dia o cinema é agio, feito de fragmentações. A velocidade de produção e recepção de imagens é muito grande."

Diante dessas verdades o que poderia responder se não:

- Sua mãe nunca lhe disse que quem come rápido de mais pode ter má digestão?

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O Cinema Para Sempre

O Cinema antes de ser cinema é idéia,
historia que escrita torna-se passado

O Cinema só consegue filmar o presente
Corta!
E é passado.

O Cinema monta no presente o passado
que acaba por se torna passado

Mas toda vez que um projetor projeta
Cinema
O Cinema deixa de ser passado para ser presente

Um presente para sempre.